Revista da Esmal
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<p>A Revista da ESMAL, periódico da Escola Superior da Magistratura do Estado de Alagoas, cuja linha editorial contempla a diversidade de conteúdos que compõem a área do Direito, em especial os que abrangem as temáticas de interesse do Poder Judiciário, representa o compromisso da Esmal com o fomento à pesquisa jurídica e a sua divulgação. </p> <p>Clique aqui para conhecer o <a title="https://drive.google.com/file/d/1hzte_m0unBne3VZNiuuw4Qjw-XKlv4nB/view?usp=sharing" href="https://drive.google.com/file/d/1hzte_m0unBne3VZNiuuw4Qjw-XKlv4nB/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noopener">Estatuto da Revista da Esmal.</a></p> <p> </p> <p> </p>pt-BRRevista da Esmal2525-9547<p>Os nomes e endereços informados nesta Revista serão usados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação, não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros.</p><p> </p>EDITORIAL
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Juliana Batistela Guimarães de AlencarMirian Ferreira Alves
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2026-03-052026-03-0511A DIGNIDADE HUMANA FRENTE À SIMULAÇÃO TECNOLÓGICA DO SUJEITO
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<p>O artigo aborda os desafios jurídicos da simulação tecnológica da pessoa mediante Inteligência Artificial, especialmente avatares hiper-realistas e <em>deepfakes</em>. Destaca-se a dignidade da pessoa humana como fundamento dos direitos da personalidade diante da recriação artificial do sujeito. São examinados sistemas algorítmicos como agências sociais não humanas, a discriminação automatizada e a expropriação da identidade. Enfatiza-se a reformulação da responsabilidade civil mediante teoria do risco para lesões produzidas por sistemas autônomos desprovidos de consciência moral. Utiliza-se metodologia dedutiva e abordagem qualitativa, incluindo revisão bibliográfica interdisciplinar, análise normativa e documental para fundamentar a tutela ampliada da personalidade no contexto tecnológico contemporâneo.</p> <p> </p>Lucas Rodrigues da Costa
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2026-04-082026-04-0811123PRINCÍPIOS LEGAIS E DOUTRINÁRIOS QUE EMBASAM A (IN)VIABILIDADE DA REVISÃO DAS CLÁUSULAS DO ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL (ANPP) APÓS SUA HOMOLOGAÇÃO
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<p>Este estudo analisa a impossibilidade de revisar cláusulas do Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) após a homologação judicial. Com foco na Justiça Penal Negocial e no método dedutivo, a pesquisa destaca que a atuação do juiz limita-se ao controle de legalidade e voluntariedade, sem poder alterar o conteúdo do pacto. Baseando-se na doutrina e no precedente do STJ (HC 969.749/RJ), conclui-se que, uma vez homologado e iniciado o cumprimento, o acordo assume caráter definitivo. Assim, eventuais debates sobre a revisão encontram barreira na natureza jurídica do instrumento, consolidando a estabilidade das condições pactuadas entre as partes.</p>Beatriz Abraão de OliveiraValfran de Aguiar Moreira
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2026-04-172026-04-1711117ESTUDO DE CASO SOBRE A COBRANÇA DIFERENCIADA DE INGRESSOS NO MERCADO DE ENTRETENIMENTO COM BASE EXCLUSIVAMENTE NO GÊNERO
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<p>O artigo debate as questões jurídicas decorrentes da cobrança diferenciada de ingressos para entrada em <em>shows</em> com base exclusivamente no gênero do consumidor. Para tanto, utilizou-se da metodologia de estudo de caso do processo n.º 0718852-21.2017.8.07.0016 do 4º Juizado Especial Cível de Brasília. Por meio de revisão de literatura, examinou-se a fundamentação das decisões judiciais, com foco na tensão entre os princípios da igualdade e livre iniciativa. A discussão se insere no contexto das relações de gênero, avaliando se há discriminação ilegítima e se a decisão judicial apresenta argumentos dogmáticos consistentes para justificar a prevalência de um princípio constitucional sobre o outro.</p>Deborah Leão DiasOlga Jubert Gouveia Krell
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2026-04-172026-04-1711120OS DESAFIOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
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<p>O objetivo deste artigo é oferecer uma reflexão sobre os contornos da responsabilidade civil no contexto da regulamentação dos sistemas de inteligência artificial (IA), com ênfase no PL nº 2.338/2023. Destacam-se aqui os níveis de aplicação prática da IA, correlacionando-os com os desafios de juridicidade, eticidade e segurança. A metodologia adotada é a de pesquisa bibliográfica e documental, fundamentando-se nas diversas legislações e na literatura técnico-científicas existentes sobre IA, bem como no Direito Constitucional. Dentre as conclusões obtidas está a de que o PL nº 2.338/2023 representa importante avanço na tentativa de preencher a lacuna legislativa existente no ordenamento jurídico brasileiro. O referido projeto surge como uma resposta legislativa ao vácuo normativo em que operam os sistemas de IA no país.</p>Pedro Henrique Barros AlvesDoacir Gonçalves de Quadros
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2026-04-172026-04-1711114PROMPT INJECTION E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO JUDICIÁRIO BRASILEIRO
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<p>O artigo analisa vulnerabilidades técnicas de sistemas de inteligência artificial no contexto judiciário, especificamente ataques de <em>prompt injections</em> que possibilitam manipulações por profissionais que agem de má-fé. Demonstra-se que princípios de boa-fé objetiva e cooperação processual estabelecem limites normativos à manipulação algorítmica maliciosa. Examina-se a lacuna do debate jurídico brasileiro sobre governança que negligencia a dimensão de segurança cibernética, privilegiando a transparência e a equidade. Propõe-se modelo de complementaridade responsável entre inteligência artificial auxiliar e subsunção judicial fundamentada como garantia constitucional irredutível. Utiliza-se metodologia dedutiva e abordagem qualitativa, incluindo análise de atos normativos, doutrina processualista e estudos técnicos sobre segurança de modelos de linguagem.</p>Lucas Rodrigues da Costa
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2026-04-172026-04-1711123ANCESTRALIDADE E AUTODETERMINAÇÃO
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<p>O artigo analisa o impacto do controle do fluxo de dados nas comunidades indígenas brasileiras e sua relação com a autodeterminação territorial. Examina o conceito de soberania de dados indígenas e a aplicação de mecanismos de governança e proteção de dados, destacando desafios ligados à preservação da ancestralidade, à salvaguarda dos conhecimentos tradicionais e à inserção das narrativas indígenas nos ambientes digitais. A pesquisa adota metodologia dedutiva, com revisão bibliográfica e documental, além de depoimentos de lideranças indígenas acerca da biopirataria e da exploração indevida. Identificam-se lacunas normativas e apontam-se caminhos para a descolonização tecnológica. O estudo também avalia a aplicabilidade dos princípios FAIR e CARE aos dados abertos, ressaltando implicações éticas e jurídicas. Conclui-se pela necessidade de políticas e marcos regulatórios construídos a partir das próprias comunidades, reconhecendo seus direitos sobre os dados e a insuficiência do atual arcabouço normativo, além de propor abordagens mais inclusivas e éticas para a gestão de dados indígenas.</p>Gabriela Buarque Pereira de Carvalho
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2026-04-242026-04-2411128