A TERRA ENQUANTO FIO CONDUTOR DA HUMANIDADE E DA RESISTÊNCIA QUILOMBOLA DE PALMARES A MUQUÉM

Autores

  • Danielle Moura Lins

DOI:

https://doi.org/10.29327/2437258.1.7-1

Resumo

O presente trabalho analisa as condições de vida e reprodução dos quilombolas da comunidade de Muquém, única alagoana autodeclarada remanescente do Quilombo dos Palmares, símbolo de resistência negra à escravidão. Mediante pesquisa bibliográfica e normativa, discutiu-se, a partir da perspectiva crítica dos direitos humanos, a questão da terra enquanto condição inorgânica de existência das comunidades e povos tradicionais brasileiros. Elegeu-se, dentre eles, os quilombolas e, então, analisaram-se os sentidos da palavra quilombo no Brasil, desde o período colonial. Após, foram apresentados o povoado de Muquém e os modos de subsistência e resistência de seus integrantes. Entre os resultados, verificou-se que, embora essa comunidade campesina continue se reproduzindo cultural, social e economicamente numa conjuntura econômica capitalista, ainda não possui o título coletivo de propriedade do território ocupado e vivencia, em razão de uma frágil organização política, vários conflitos e tensões ligados à terra, os quais demandam maiores pesquisas para melhor compreensão.

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Biografia do Autor

Danielle Moura Lins

Mestranda em Direitos Humanos pelo Curso de Mestrado Interinstitucional em Direitos Humanos, conduzido pela Universidade Tiradentes em Sergipe nas dependências da Universidade Tiradentes em Alagoas. Analista Judiciária no Tribunal de Justiça de Alagoas.

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Publicado

2022-05-12 — Atualizado em 2024-12-09

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Artigos