ANCESTRALIDADE E AUTODETERMINAÇÃO

REFLEXÕES INICIAIS SOBRE A SOBERANIA DE DADOS INDÍGENAS

Autores

  • Gabriela Buarque Pereira de Carvalho Tribunal Regional da 1ª Região

Resumo

O artigo analisa o impacto do controle do fluxo de dados nas comunidades indígenas brasileiras e sua relação com a autodeterminação territorial. Examina o conceito de soberania de dados indígenas e a aplicação de mecanismos de governança e proteção de dados, destacando desafios ligados à preservação da ancestralidade, à salvaguarda dos conhecimentos tradicionais e à inserção das narrativas indígenas nos ambientes digitais. A pesquisa adota metodologia dedutiva, com revisão bibliográfica e documental, além de depoimentos de lideranças indígenas acerca da biopirataria e da exploração indevida. Identificam-se lacunas normativas e apontam-se caminhos para a descolonização tecnológica. O estudo também avalia a aplicabilidade dos princípios FAIR e CARE aos dados abertos, ressaltando implicações éticas e jurídicas. Conclui-se pela necessidade de políticas e marcos regulatórios construídos a partir das próprias comunidades, reconhecendo seus direitos sobre os dados e a insuficiência do atual arcabouço normativo, além de propor abordagens mais inclusivas e éticas para a gestão de dados indígenas.

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Biografia do Autor

Gabriela Buarque Pereira de Carvalho, Tribunal Regional da 1ª Região

Mestra em Direito pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Juíza Federal Substituta no Tribunal Regional da 1ª Região.

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Publicado

2026-04-24

Edição

Seção

Artigos