A ESCALA 6X1, A COLONIALIDADE DO TEMPO DE TRABALHO E OS LIMITES DO TRABALHO DECENTE

UMA ANÁLISE CRÍTICA SOB A PERSPECTIVA DOS DIREITOS HUMANOS

Autores

  • Genival Januário Júnior Universidade Estadual de Alagoas
  • José Inaldo Valões Universidade Estadual de Alagoas

Resumo

O artigo analisa criticamente a escala de trabalho 6x1 no Brasil à luz do trabalho decente, dos direitos humanos e da crítica marxista e decolonial. Parte-se da premissa de que a formalização empregatícia não assegura condições dignas de trabalho quando a jornada semanal compromete a saúde, o descanso e a convivência social. A metodologia é qualitativa, bibliográfica e documental, com análise sociojurídica das diretrizes da Organização Internacional do Trabalho, da legislação brasileira, de documentos institucionais e de reações sociais, como o movimento Vida Além do Trabalho e a PEC nº 8/2025. Sustenta-se que a escala 6x1 atua como mecanismo de precarização e manifesta uma colonialidade do tempo de trabalho, ao concentrar a exaustão sobre parcelas historicamente subalternizadas da classe trabalhadora. Conclui-se que a limitação dessa jornada é indispensável para a democratização do tempo social e a garantia da dignidade humana.

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Biografia do Autor

Genival Januário Júnior, Universidade Estadual de Alagoas

Acadêmico do curso de Direito pela Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), Campus I Arapiraca. 

José Inaldo Valões, Universidade Estadual de Alagoas

Doutor em Direito (ITE), Doutorando em Geografia (UFS), Mestrado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Campina Grande-PB (2018), Graduação em Geografia pela Universidade Estadual de Alagoas (2009), em Direito pela Universidade Estadual de Alagoas (2013) e em Ciências Sociais pela Unisul (2020). Advogado. Professor do Curso de Direito da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL) e Pesquisador no Núcleo de Pesquisa, Extensão e Assessoria Jurídica Popular (NEAJUP). 

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Publicado

2026-08-21

Edição

Seção

Artigos