A ESCALA 6X1, A COLONIALIDADE DO TEMPO DE TRABALHO E OS LIMITES DO TRABALHO DECENTE
UMA ANÁLISE CRÍTICA SOB A PERSPECTIVA DOS DIREITOS HUMANOS
Resumo
O artigo analisa criticamente a escala de trabalho 6x1 no Brasil à luz do trabalho decente, dos direitos humanos e da crítica marxista e decolonial. Parte-se da premissa de que a formalização empregatícia não assegura condições dignas de trabalho quando a jornada semanal compromete a saúde, o descanso e a convivência social. A metodologia é qualitativa, bibliográfica e documental, com análise sociojurídica das diretrizes da Organização Internacional do Trabalho, da legislação brasileira, de documentos institucionais e de reações sociais, como o movimento Vida Além do Trabalho e a PEC nº 8/2025. Sustenta-se que a escala 6x1 atua como mecanismo de precarização e manifesta uma colonialidade do tempo de trabalho, ao concentrar a exaustão sobre parcelas historicamente subalternizadas da classe trabalhadora. Conclui-se que a limitação dessa jornada é indispensável para a democratização do tempo social e a garantia da dignidade humana.
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